"Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia em factos, a minha história sem vida. São as minhas confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho que dizer." [livro do desassossego. fernando pessoa]

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

a conversa de bar que nunca tive ou evitava ter

~Decidi voltar a escrever aqui~




Nem vou ler as coisas antigas, era uma outra Thais aquela;
que fique em seu lugar -> no passado.

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angústias existencias andam me perseguindo, as vezes consigo afastá-las mas como nunca realmente resolvo a confusão mental/psicológica ligada a elas, elas voltam.

elas vem e com elas um certo pânico social, pq sempre acabo falando merda pra td mundo e afastando as pessoas.

como eu estava falando, angústias existenciais... ou algo assim.

Resolvi entrar no deoxy pra tentar me acalmar, ou minimamente realcançar algum resto de racionalidade dentro de mim. Achei esse texto:
running on emptiness
the failure of symbolic thought
by John Zerzan


"If we do not 'come to our senses' soon, we will have permanently forfeited the chance of constructing any meaningful alternatives to the pseudo-existence which passes for life in our current 'Civilization of the Image.'" David Howes

[[[[[[pseudo-existence]]]]]]

justamente o medo que me vem atormentando nos últimos dias (além de outras paranóias habituais, ou não).


Uma existência ridícula, comum, uma não-vida - apenas existir.

Uma falta de paixões. De propósitos. De vontade. De amor.


não só falta é claro, também a presença exacerbada do cotidiano, de objetos e pseudo-relações.

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