"Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia em factos, a minha história sem vida. São as minhas confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho que dizer." [livro do desassossego. fernando pessoa]

quinta-feira, 1 de março de 2012

Independência ou Morte [!]

“Everyone smiles with that invisible gun to their head.” 
 - uma postagem sobre a tristeza, como ela veio 
e como não sei pra onde foi -

Sabe quando vc quer conversar mas nao tem ninguem? Então to assim já faz um tempo.
vou escrever aqui o que contaria numa conversa pra algum amigo ou alguem interessado.
Ninguem vai ler e se ler nao vai fazer mta diferença tb.

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Acabei de perceber q nao to no clima de ouvir música. Qualquer tipo de musica what so ever.
Isso realmente é mto estranho pra mim.
É como se o som não ambiente agredisse. 
Ferice minha "calma" [ou algo assim].

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Depois de mais de uma semana pensando em me matar todos os dias e não conseguindo dormir direito e sentindo o tempo todo um aperto no peito e essa sensação de que there's nothing worth it. Ontem comecei a me sentir melhor.

Melhor pq nao to pensando em me matar como uma incrivel soluçao pra toda essa merda. Estou sentindo um valor próprio interior mto forte.
A maioria das sensações ruins continuam, mas as paranoias e pensamentos negativos não estão vindo facilmente - e quando chegam não me afetam tanto.

Não sei se simplesmente aceitei de uma vez algumas coisas q andei remoendo nos ultimos dias. Ou estou colocando quem realmente deve ser colocado no meu controle emocional, no controle da minha vida === eu.

Vou tentar voltar e entender wtf acumulou tanto.

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-a gde aventura pro fundo do poço- começou no começo de janeiro depois q levei mais um fora "romântico" [aspas pq de romance nao teve nada]. Foi o ultimo gde marco depois de uma série de pés na bunda e desapontamentos com relações, sejam elas romanticas, sexuais, de amizade e etc.
A insegurança vai se acumulando, a sensação de que todos te usam simplesmente, mentem o tempo todo pra conseguir o que querem...
Depois disso fiquei doente, e comecei a tomar antibioticos. Não podia beber alcool, logo não podia sair pra ~baladas e etc~ e me divertir como estou acostumada - MAS isso não fez diferença nenhuma pq ninguém me convidou pra sair, nem respondeu meu sms qdo mandei, ou qdo respondia tinha algum motivo pq nao podia sair.
E assim passei o resto dos dias ate mais ou menos o final de fevereiro =
em casa tomando antibiotico, com  a mae maluca surtada gritando e brigando comigo sem motivo todo dia, com o pai passivo frente as maluquices da casa e com o irmao q curte me ignorar e nao me deixa dormir; tentava entrar em contato com as pessoas pra conversar e nada;  me sentia cada dia pior, chorava sempre;dormia das 6h-11h; mas não eram só coisas ruins, eu comecei a procurar distraçoes, decorei minha cortina, aperfeiçoei meus stencils e outras bobagens dessas; comecei a jogar pokemon, vicios sempre ajudam a distrair da vida real.

Duas semanas atrás tomei um calmante da minha mãe, acho q era lexotan. Consegui dormir só depois de ir pra sala e ver tv por duas horas.
Nesse último sábado tomei todos os paracetamol q achei [diz a lenda q dão sono] e um rivotril do meu pai, esses sim recomendo que funcionam bem pra te fazer dormir a força pra ver se a dor vai embora. Dessa vez passei a madrugada chorando e me perguntando se valeria a pena ou daria certo tomar toda a caixa de rivotril. Não tomei pq sou covarde, dores mortais no estomago e vomitar sangue não parecia algo mto bom.

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Não sei mto bem em que ponto da curva ascendente pra fora do poço eu estou agora,
mas garanto que sinto uma certa calma e força que não estavam antes aqui.

Sinto que vou precisar fazer mudanças drásticas em vários sentidos na minha vida pra conseguir evoluir essa sensação e quem sabe matar de vez essa dor no meu peito.

Preciso pensar mais sobre isso.




domingo, 29 de janeiro de 2012

"Eu?

Eu não sou somente boa. Sou uma pessoa muito bonita. Generosa e linda - e quem aguentar, aguentou. Como prêmio, terá meu amor. Saberá da minha verdade. Dará boas gargalhadas. Mas terá que suportar uma boa dose daquilo que sinto. Pois, apesar de tudo ser diversão, nada é simples. Nada é pouco quando o mundo é meu."

-pág.59, O efeito uranO, Fernando Young.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

olha! um mapa!

No mapa acima podemos ver os locais de intervenção dos Estados Unidos desde a Segunda Guerra Mundial.
Temos ai então os países-alvo, as explosões mostrando onde realmente ouve ataque bélico e a seta indicando intervenções envolvendo assasinatos.
Esse mapa faz parte da obra "Killing Hope:U.S. Military and CIA intervention since World War II" do William Blum.

Ler a matéria onde achei esse mapa >>>>><<<<<< , me fez pensar na política internacional dos Estados Unidos hoje. E assim pesquisei um pouco e achei algumas resoluções feitas em 2010, entre elas: 

Guiding Principles[+]

President Obama has pursued national security policies that keep the American people safe, while turning the page on a decade of war and restoring American leadership abroad.[...]

The National Security Strategy

The National Security Strategy, released May 27, 2010, lays out a strategic approach for advancing American interests, including the security of the American people, a growing U.S. economy, support for our values, and an international order that can address 21st century challenges.


Coloca então defender a segurança nacional como o mais importante nesse setor, seguindo de uma afirmação de que querem virar a página depois de uma década de guerras e novamente colocando que a liderança mundial dos Estados Unidos deve ser alcançada.

Acho irônico que num mesmo parágrafo consigam negar a guerra uma vez e a justificarem duas vezes.

Outro aspecto interessante que notei, foi como "defender nossos valores" parece realmente muito importante, acho que esse seria um aspecto cultural forte dos Estados Unidos, não deixando claro nunca o que seriam esses "valores"; me parece algo muito ligado à religião e à uma elite conservadora que usaria dessa palavra pra defender aquilo que julga correto.


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Fiquei curiosa pra saber qual a política internacional oficial do Brasil. 
Vou ver isso ai e se for interessante eu posto alguma coisa ;)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

sorria

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sorria pro espelho não só pras outras pessoas.

feche os olhos e sorria para dentro. 



domingo, 22 de janeiro de 2012

Sociability is just a big smile, and a big smile is nothing but teeth.
Jack Kerouac (The Dharma Bums)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

livros, relações humanas e o clitóris inchado

Ontem [dia 17] descobri o site ~skoob~ 
rede social super legal de livros,
passei um tempão tentando atualizar minha estante com todos os livros que já li.

Ainda não coloquei todos, mas já foram 130 livros.

Achar cada livro, relembrar da capa, do momento da minha vida em que os li, se me emocionei qdo os li...

Nessa onda foi que percebi que cerca de 100 deles li num período de mais ou menos 3 anos da minha adolescencia :)  2,7777 livros por mês.  lol
Se me lembro bem, chegava a pegar 3 livros pra ler numa semana e frequentava assiduamente a biblioteca da cidade.
 
Na época que todos começam a ter amorezinhos, namorados, explorarem a sexualidade eu passei lendo e me sentindo inferior quando tentava socializar.
Assim cheguei aos 18 anos sabendo muitas ficções, me sentindo bem espertinha, com mtas teorias sobre a vida, o universo e tudo mais; mas sendo bem fraca no quesito relações sociais.

Lidar com pessoas sempre me pareceu mto dificil: temos num primeiro plano as regras sociais e padrões de comportamento esperados de alguem normal, e num segundo plano as complexidades pessoais de cada pessoa.

Sinceramente vos digo que hj, com 21 anos ainda continuo meio inapta às relaçoes consideradas "normais". É uma maravilha poder desenvolver minhas capacidades de me relacionar sem as pressões da adolescencia. :)
Gostar da espontaneidade e da sinceridade sempre foram caracteristicas bem marcantes da minha pessoa; e sempre tive problemas com isso nas minhas relações - sejam elas românticas ou não.
As regras, os padrões do que pode ser dito ou não, do que é acetável, do que me torna normal. -> são uma ferramenta [aos meus olhos], uso quando necessário, com quem é necessário, pelos motivos que eu escolho.

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Aí fiquei com vontade de ler e assim hj a tarde [dia 18] fui visitar meu sebo preferido em Bragança :)

achei um livro da Fernanda Young - "o efeito urano"
dei uma lida na contracapa e tinha a palavra ~erotico~ e imediatamente comprei
hahahahhaha

"é muito mais que um romance erótico [...] é sobre amar loucamente alguém que conhecemos ontem"

E alias o amor retratado é entre duas mulheres x)

a seguir minhas citações preferidas nele até agora:

"Após esse dia , nunca mais a vi, até que nos reencontramos - sendo impressionante que 'nunca mais' possa ser usado desse jeito, 'nunca mais até que...'. Mais impressionante de que isso só mesmo ver uma pessoa numa festa, achá-la patética, e tempos depois a estarmos amando, para tempos depois não estarmos mais. Essa incoerência do amor quando revisto."

"É.  A vida é difícil.  Difícil sentir um melado no meio das pernas e falar sobre CD. Difícil sentir o clitóris inchado e permanecer parada."


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;)